PERGUNTAS FREQUENTES

 

 

1. Como saber se devo procurar ajuda?

Em primeiro lugar o facto de estar a investigar sobre o assunto parece mostrar que sente essa necessidade. Poderá ter dúvidas sobre o tipo de tratamento, se será eficaz consigo ou pensar que talvez as coisas melhorem e se resolvam por si só, o que em situações leves e transitórias pode acontecer, ainda que a tendência seja a situação agravar-se com o tempo com consequências e custos para a vida pessoal ou profissional por vezes irreparáveis.

Os sintomas a que deverá estar atento, em si ou naqueles que o rodeiam são ansiedade/stress elevado e persistente, tristeza, desmotivação, falta de prazer em estar com aqueles de que gosta, tendência ao isolamento, descontrolo da agressividade, cansaço persistente, desejo de morrer, insónia ou dormir demais, consumismo compulsivo, perda ou excesso de apetite persistente, ingestão elevada e persistente de psicofármacos, agravamento de doenças de pele, asma, diabetes, ulceras, gastrites, entre outras correlacionadas com o sistema nervoso.

Os sintomas poderão ser reactivos a uma situação, por exemplo luto, separação, mudança de trabalho, ou poderão ter raizes mais profundas, tendo a capacidade de os suportar sido ultrapassada ou ainda surgir sem razão aparente ou explicável, sendo neste caso fundamental perceber a origem do mal estar.

2. O que acontece na primeira consulta ?

Na primeira consulta o psicólogo investiga a partir da descrição que o paciente faz de si próprio e da sua história. Poderá colocar questões ou simplesmente deixar o paciente falar sobre o que quiser dando-lhe assim espaço para expor as questões que mais o preocupam e que pensa serem mais pertinentes para o problema. É suposto que nesta primeira consulta o paciente empatize com o terapeuta pois esta é a pedra angular do tratamento.

No final da primeira consulta será marcada uma segunda sessão de entrevista na qual o terapeuta irá esclarecer as suas duvidas com vista ao estabelecimento de hipóteses terapêuticas, podendo recorrer à aplicação de testes de exame psicológico.

Numa terceira consulta será dado feedback ao paciente da avaliação efectuada e definido o contrato terapêutico (tipo de abordagem psicoterapêutica, objectivos terapêuticos, horário habitual de consulta, forma de pagamento e política de cancelamento). 

3. Qual a diferença entre um psicólogo clínico e um psicoterapeuta ?

Um psicólogo clínico é alguém que tirou uma licenciatura em psicologia, na área de clínica com a duração de 5 anos e iniciou a sua atividade profissional por conta própria ( consultório privado ) ou por conta de outrem (clinicas, associações, estado, entre outros empregadores). Um psicoterapeuta, para além dos 5 anos da licenciatura efetuou uma formação especializada numa sociedade cientifica que deverá ser reconhecida pela Ordem dos Psicólogos e que pode ir de 2 a 5 anos. A Psicoterapia de Orientação Psicanalítica é a que exige a formação mais longa, podendo ir de 5 a 10 anos ou mesmo mais pois para além de 5 anos de componente teórica obriga à realização de um processo terapêutico pessoal e de supervisão clínica com membros séniores que pode durar muito mais anos, consoante o nível de aprofundamento e de qualidade técnica que o psicoterapeuta pretenda atingir.    

4. Qual a diferença entre um psicólogo e um psiquiatra ?

O psiquiatra é alguém que tirou uma licenciatura em medicina, com a especialização de psiquiatria e que considera a perturbação emocional como sendo fruto de uma alteração da química cerebral, dispondo de um conjunto de medicamentos que visam re-equilibrar essa perturbação química. Não obstante, existem psiquiatras que mediante formação complementar em Psicoterapia também estão habilitados a exercer Psicoterapia. O psicólogo, por seu turno, não medica, trabalhando com recurso ao uso da palavra e da relação terapêutica que constrói com o seu paciente para ajudar a uma compreensão progressiva do paciente acerca de si mesmo, a fim de ser capaz de transformar os padrões emocionais desajustados e geradores de sofrimento. Em situações agudas poderá ser recomendável ou mesmo imprescindível que psicoterapeuta e psiquiatra articulem um trabalho em conjunto que possibilite o alivio sintomático e a manutenção da estabilidade emocional necessária à realização do processo psicoterapêutico.  

 

5. Preciso de psiquiatra ou de tratamento psicológico ?



Deve olhar para dentro de si próprio e tentar perceber se o que pretende é apenas um alívio dos sintomas, como ansiedade ou depressão, e nesse caso a medicação psiquiátrica pode ser resposta mais rápida e económica, mas deve ter em atenção que não está a resolver o problema, podendo este regressar ou então ficar dependente da medicação com receio que os sintomas voltem a aparecer. Se pelo contrário pretender tratar o seu problema, gerando mudanças significativas na sua forma de estar na vida e nas suas relações, deve procurar psicoterapia ou psicanálise, dependendo do nível de aprofundamento que desejar e da problemática subjacente.

 

6. Como saber se o Psicólogo está devidamente credenciado, dado existirem cada vez mais pessoas a intitularem-se terapeutas sem ter a formação necessária, podendo colocar em risco a saúde mental dos pacientes ?

É muito simples, basta consultar o diretório disponível online no site da Ordem dos Psicólogos. Se o nome do profissional não constar no diretório e este ainda assim se intitular terapeuta da área Psi deve questionar-se e questionar o profissional acerca da sua preparação/formação para o trabalho que está a desenvolver. 

 

7. Qual a periodicidade e duração do tratamento ?

A psicoterapia envolve sessões uma vez por semana com a duração de 45 minutos. Será difícil prever a duração do tratamento numa fase inicial pois depende de vários factores, alguns dos quais se vão definindo ao longo do tempo, como é o caso da forma como o paciente vai reagindo ao tratamento. Em todo o caso, em principio, quanto mais severo e/ou prolongado no tempo for o sintoma mais complexo e duradouro poderá ser o tratamento. Da mesma forma, tratando-se de um sintoma reactivo a uma situação recente o prognóstico poderá ser mais favorável e o tratamento mais rápido. 

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​8. Quais as vantagens das consultas ONLINE ?

A psicoterapia não presencial, seja por video-chamada ou telefone tem vindo a tornar-se um recurso cada vez mais útil na vida das pessoas. Pode recorrer-se a essa possibilidade para manter um tratamento quando o paciente está menos disponível ou sai da cidade/país ou pode ser utilizado desde o início do tratamento caso seja esse o desejo/necessidade do paciente. Por exemplo em situações de fobia social ou ataques de pânico em que a pessoa não consegue sair de casa podem ser a única opção. Também é útil quando existem dificuldades com a gestão de horários ou é difícil encontrar um bom especialista perto de si